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Bibliografia obrigatória

AMBRA, Pedro. A psicanálise é cisnormativa? Palavra política, ética da fala e a questão do patológico. Salvador: Periódicus, v. 1, n. 5, 2016, pp. 101-120.

GROSFOGUEL, R. A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI. Revista Sociedade e Estado, v. 31, n. 1, 2016.

LUGONES, María. Colonialidade e gênero. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de (org.). Pensamento feminista hoje: perspectivas decoloniais. Rio de Janeiro: Bazar, 2020. p. 52-83.

MALDONADO-TORRES, N. Analítica da colonialidade e da decolonialidade: algumas dimensões básicas. BERNARDINO-COSTA, Joaze; MALDONADO-TORRES, Nelson; GROSFOGUEL, Ramón (Orgs.). Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2018.

LAQUEUR, Thomas Walter. Inventando o sexo: corpo e gênero dos gregos a Freud.Tradução de Vera Whately. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001 

RODRÍGUEZ, Claudia. Contodomisida. Santiago: edição da autora, 2015.

STOLLER, R. A experiência transexual. Porto Alegre: Artes Médicas, 1982.

PORCHAT, Patrícia; OFSIANY, Maria Caroline. Quem habita o corpo trans? Florianópolis: Revista Estudos Feministas, v. 28, n. 1, 2020.

CUNHA, Eduardo Leal. A psicanálise e o perigo trans (ou: por que psicanalistas têm medo de travestis?). Salvador: Periodicus, v. 1, n. 5, 2016.

LECHEDEVIRGEN. Deshacer el arte. México: OnA Ediciones, 2025.

SIMAKAWA, Viviane Vergueiro. Por inflexões decoloniais de corpos e identidades de gênero inconformes: uma análise autoetnográfica da cisgeneridade como normatividade. 2015. Dissertação (Mestrado em Cultura e Sociedade) — Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2015. Disponível em: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/19685

PEÇANHA, Leonardo Morjan Britto; MONTEIRO, Anne Alencar; JESUS, Jaqueline Gomes de. Transfeminismo das transmasculinidades: diálogos sobre direitos sexuais e reprodutivos de homens trans brasileiros. Revista Brasileira de Estudos da Homocultura, v. 6, n. 19, p. 90–104, 2023.

PRECIADO, Paul B. Eu sou o monstro que vos fala: relatório para uma academia de psicanalistas. Rio de Janeiro: Zahar, 2022.

KAFKA, Franz. Um relatório para uma academia. In: KAFKA, Franz. Essencial Franz Kafka. Tradução de Modesto Carone. São Paulo: Penguin/Companhia das Letras, 2016. 

Poema “Yo, Monstruo Mío”, Susy Shock:

https://www.youtube.com/watch?v=-0PnpPVX5dY&list=RD-0PnpPVX5dY&start_radio=1

QUINET, A. O psicanalista Antonio Quinet comenta a fala de Paul Preciado na ECF. 2019. Disponível em: https://youtu.be/AvgykxWiV4k

MILLER, Jacques-Alain. (2021) Dócil ao trans. AMPBlog. p. 18. Disponível em <http://uqbarwapol.com/wp-content/uploads/2021/04/JAM-DOCILE-AU-TRANS-PT.pdf> 

MALEVAL, J-C. Quand Preciado interpelle la psychanalyse. Lacan Quotidien, (856), 2019, pp. 1-9. Disponível em:     https://lacanquotidien.fr/blog/wp-content/uploads/2019/12/LQ-856.pdf 

MAURANO, Denise. “Uma resposta a Paul B. Preciado”. Barroco, 2019. Disponível em:  https://seer.unirio.br/psicanalise-barroco/announcement/view/145

Em 1917, Franz Kafka escreveu "Um Relatório para uma Academia", um conto que retrata a trajetória de um macaco, capturado por humanos que o nomeiam Pedro Vermelho, e que narra sua domesticação. Tendo aprendido a linguagem humana, Pedro Vermelho se encontra enjaulado: passa da jaula física à jaula da linguagem. Em 2019, Paul Preciado realizou o discurso "Eu sou o monstro que vos fala: relatório para uma academia de psicanalistas", aludindo ao conto de Kafka, e comparando-se ao referido personagem.

 

Esse discurso suscitou reações críticas por parte tanto da comunidade psicanalítica como da comunidade trans. Por um lado, os tensionamentos evocados por Preciado incitaram respostas que mobilizam conceitos fulcrais da psicanálise, de modo a questionarmos, como fez Pedro Ambra, "A psicanálise é cisnormativa?". Por outro lado, a monstruosidade evocada por Preciado contrasta com monstruosidades outras, como a declarada pela poeta trans sudaca Susy Shock, em seu poema "Eu, Monstro Meu" (2015); ou a elaborada pela escritora chilena Claudia Rodríguez, em seus zines e publicações independentes; ou como na trajetória des-artística de Lechedevirgen, que inclusive menciona, de modo crítico, o trabalho de Preciado.

 

Nesse seminário, realizaremos um estudo, longe de romantizações, sobre as principais provocações trazidas no discurso de Preciado, assim como sobre as principais respostas publicadas a respeito por parte da comunidade psicanalítica. Em seguida, refletiremos sobre a "monstruosidade" que o autor reivindica e sobre as problemáticas dessa reivindicação, especialmente por um olhar trans latinoamericano, anti-colonial e psicanalítico.

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