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Bibliografia obrigatória

AMBRA, P.  As pedras de Exu. A psicanálise em Frantz Fanon e Lélia Gonzalez.Revista Rosa, 3(1). Disponível em: https://revistarosa.com/3/as-pedras-de-exu

FRANTZ, F. (1952) Pele Negra, máscaras brancas. Tradução de Sebastião Nascimento e colaboração de Raquel Camargo; Prefácio de Grada Kilomba; Posfácio de Deivison Faustino; Textos Complementares de Francis Jeanson e Paul Gilroy. São Paulo: Ubu Editora, 2020.

GONZALES, L. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. (Org. Flávia Rios e Márcia Lima) 1ª Ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2020.

KILOMBA, G. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Tradução de Jess Oliveira. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.

G.R.E.S. ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA. História para ninar gente grande. In: VAGALUME. Rio de Janeiro, 2019. Disponível em: https://www.vagalume.com.br/mangueira/samba-enredo-2019-historias-para-ninar-gente-grande.html.

SANCHES, M. org. Pretos novos do Valongo: escravidão e herança africana no Rio de Janeiro. 1. ed – Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2024.

STRECKER, M. História pra ninar gente grande. Mundo Codificado. Revista digital MAM Rio. 2019. Disponível em: https://mam.rio/wp-content/uploads/2021/01/38_a_41_Mundo-Codificado.pdf

Na contemporaneidade, observa-se um movimento crescente de resgate de saberes psicanalíticos outros, que não as produções exclusivamente europeias. Tal movimento de resgate se dá, em parte, pelo crítico apagamento de uma psicanálise que se pode propor histórica, política e não branca, indo na contramão de sua expansão para além das fronteiras do velho continente Afinal, como pensar a práxis psicanalítica nos trópicos, e principalmente no Brasil, sem levar em consideração que somos feitos do povo indígena, do povo de África que foi trazido a força para ser escravizado, onde o conceito de raça se entrecruzou com o capital, confluindo para sistemas de dominação e exclusão, produzindo desigualdades pujantes até os dias atuais?

Diante dessa urgente necessidade, a proposta deste seminário é adotar a perspectiva decolonial, como forma de descentrar a psicanálise de um saber e teoria que se constroem a partir do ponto de vista do colonizador. Reconhecendo que o colonialismo e o racismo, engendrado por tal prática, moldaram a subjetividade, a cultura e as estruturas de poder. Para então propor um estudo que nos leve na direção desse olhar que em muito foi apagado, dessas vozes que foram silenciadas, nosso objetivo é nos debruçarmos sobre autores não brancos, mulheres, latino-americanxs, como Frantz Fanon, Grada Kilomba e Lélia Gonzales. Assim como partir de um ponto de vista outro da história contada por esses que foram os seus verdadeiros protagonistas. Situando nosso estudo a partir dos marcadores de raça, gênero e sobretudo de território.

Nos interessa, para além das leituras estritamente psicanalíticas decoloniais, “a história que a História não conta” - como canta o samba campeão da Estação Primeira de Mangueira do ano de 2019. Portanto, temos como ponto de partida pensar o nosso território brasileiro, a partir do Rio de Janeiro enquanto capital imperial entre o século XVIII até o século XIX e principal porto de escravizado das américas no período entre 1774 – 1831, situado na região central do Cais do Valongo. Arrancados de suas terras, afinal foram trazidos ao Brasil, negros de diversas regiões do continente africano, como Angola, Congo, Rebolo... Os chamados “pretos novos”, eram todos os negros que desembarcavam no Brasil e tinham suas vidas assaltadas por um novo status social: o de escravizados.

Tal diversidade fez dessa região carioca uma “pequena África”. Em meio à tanto sofrimento e violência nefasta – em que o corpo negro, marcado pelo racismo das elites coloniais brancas, com o aval da igreja católica, “essencial” para a economia escravista etc. Foi tomado como coisa, objeto, mercadoria, animal irracional, fonte de “magia negra” ... – Ainda sim, encontrou formas de existência, indo para além da resistência conforme aponta Luiz Antônio Simas (2023), as culturas de diáspora africana, são culturas de reinvenção de sentido no mundo, e, por conseguinte, desse corpo negro.

Portanto, a partir das flexões entre a história, o samba carioca e a psicanálise, a ousada proposta desse seminário, visa analisar os impactos desse processo mortífero e seus impactos na subjetividade dessa nação de tantas nações, que é o nosso povo brasileiro, para sobretudo pesquisar esse caminho que vai do sofrimento à reinvenção. Pois nas palavras de Luiz Antônio Simas (2025): “O grande milagre – do Rio de Janeiro – é entender como o pau que bate no corpo ele é transgredido também em baqueta que bate no coro do tambor para recriar o mundo como samba.”

A proposta é de que os encontros ocorram quinzenalmente, às quintas-feiras, às 18h, com duração de duas horas. Serão, ao todo, oito encontros, nos quais serão discutidos entre sambas e outras letras, pretendemos percorrer a seguinte bibliografia: 

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